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	<title>Correio Caros Amigos</title>
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	<description>Just another WordPress weblog</description>
	<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 14:34:23 +0000</pubDate>
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		<title>Eco-Socialismo</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 12:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	O último estágio do anticapitalismo
	Está em discuss&atilde;o em sítios de várias organiza&ccedil;&otilde;es internacionais na internet, em texto ainda n&atilde;o definitivo, um projeto de Manifesto Eco-Socialista, segundo do g&ecirc;nero. Sua avalia&ccedil;&atilde;o, obviamente, é de que só &ldquo;uma mudan&ccedil;a profunda na própria natureza da civiliza&ccedil;&atilde;o pode salvar a humanidade das conseq&uuml;&ecirc;ncias catastróficas da mudan&ccedil;a climática&rdquo;.
	&ldquo;&Agrave;s barbaridades do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify"><strong>O último estágio do anticapitalismo</strong></p>
	<p align="justify">Está em discuss&atilde;o em sítios de várias organiza&ccedil;&otilde;es internacionais na internet, em texto ainda n&atilde;o definitivo, um projeto de Manifesto Eco-Socialista, segundo do g&ecirc;nero. Sua avalia&ccedil;&atilde;o, obviamente, é de que só &ldquo;uma mudan&ccedil;a profunda na própria natureza da civiliza&ccedil;&atilde;o pode salvar a humanidade das conseq&uuml;&ecirc;ncias catastróficas da mudan&ccedil;a climática&rdquo;.</p>
	<p align="justify">&ldquo;&Agrave;s barbaridades do último século &ndash; cem anos de guerra, de pilhagem imperialista e de genocídio &ndash; o capitalismo acrescentou novos horrores:<br />é totalmente possível que o ar que respiramos e a água que bebemos fiquem permanentemente envenenados e que o aquecimento global torne inabitável grande parte do mundo.&quot;</p>
	<p align="justify">Assim come&ccedil;a o esbo&ccedil;o de manifesto, que continua em tom alarmista antes de expor sua proposta:<br />&ldquo;Epidemias de malária, cólera e mesmo de doen&ccedil;as mais mortíferas v&atilde;o devastar os membros mais pobres e mais vulneráveis de todas as sociedades. O impacto vai ser mais avassalador sobre aqueles cujas vidas já foram devastadas muitas vezes seguidas pelo imperialismo &ndash; os povos da Ásia, África e América Latina e povos indígenas em toda parte. A mudan&ccedil;a climática foi, justificadamente, chamada de ato de agress&atilde;o dos ricos contra os pobres. A destrui&ccedil;&atilde;o ecológica n&atilde;o é uma característica acidental do capitalismo: está embutida no DNA do sistema. A necessidade insaciável de aumentar os lucros n&atilde;o pode ser eliminada por reformas. Do<br />mesmo modo que uma pessoa n&atilde;o pode sobreviver sem respirar, o capitalismo n&atilde;o pode existir sem o crescimento contínuo. Sua única medida de crescimento é quanto é vendido a cada dia, a cada semana, a cada ano &ndash; incluindo vastas quantidades de produtos que s&atilde;o diretamente nocivos para os seres humanos e para a natureza, mercadorias que n&atilde;o podem ser produzidas sem espalhar doen&ccedil;as, destruir as florestas que produzem o oxig&ecirc;nio que respiramos, devastar os ecossistemas e tratar nossa água e ar como esgotos para a disposi&ccedil;&atilde;o de lixo industrial.&rdquo;</p>
	<p align="justify">Mais adiante, diz o texto:<br />&ldquo;N&atilde;o deve surpreender que o mesmo sistema que imp&otilde;e a crise ecológica também estabele&ccedil;a os termos do debate sobre a crise ecológica. Pois o capital comanda os meios de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento, tanto como a produ&ccedil;&atilde;o do carbono atmosférico. (&#8230;) Por isso, seus políticos, burocratas, economistas e professores apresentam uma infindável corrente de propostas, todas elas varia&ccedil;&otilde;es sobre o tema de que os danos ecológicos mundiais podem ser reparados sem perturba&ccedil;&otilde;es no livre mercado e no sistema de acumula&ccedil;&atilde;o que comanda a economia mundial. (&#8230;) E de fato, além de um verniz cosmético, essencialmente equivalente &agrave;s plantas nos sagu&otilde;es das sedes das megaempresas, as reformas nos últimos 35 anos foram um fracasso monstruoso.</p>
	<p align="justify">Melhoras individuais, é claro, chegam a ocorrer. Ainda assim s&atilde;o atropeladas e varridas pela expans&atilde;o impiedosa do sistema e pelo caráter caótico de sua produ&ccedil;&atilde;o. Um fato que pode dar uma indica&ccedil;&atilde;o do fracasso: nos quatro primeiros anos do século 21, as emiss&otilde;es globais de carbono foram quase tr&ecirc;s vezes maiores, por ano, do que as dos anos 1990, apesar do surgimento dos Protocolos de Quioto em 1997. Quioto emprega dois esquemas: o sistema&lsquo;capture e comercialize&rsquo; de comercializar créditos de polui&ccedil;&atilde;o para alcan&ccedil;ar certas redu&ccedil;&otilde;es nas emiss&otilde;es, e o projeto do Sul Global &ndash; os chamados&lsquo;Mecanismos de Desenvolvimento Limpo&rsquo; (de sigla em ingl&ecirc;s CDMs) &ndash; para contrabalan&ccedil;ar emiss&otilde;es nas na&ccedil;&otilde;es industriais. Todos esses instrumentos se baseiam em mecanismos de mercado, o que significa, antes de mais nada, que o carbono atmosférico se torna diretamente uma mercadoria, portanto sob o controle do mesmo interesse de classe que criou o aquecimento global<br />desde o início. Os capitalistas n&atilde;o est&atilde;o sendo obrigados a reduzir suas emiss&otilde;es de carbono, mas, na verdade, est&atilde;o sendo pagos para fazer isso e, desse modo, s&atilde;o autorizados a usar seu poder sobre o dinheiro para controlar o mercado de carbono para seus próprios fins, que, n&atilde;o é necessário dizer, incluem a explora&ccedil;&atilde;o devastadora de ainda mais recursos em carbono.(&#8230;) </p>
	<p align="justify">Quando acrescentamos a isso a impossibilidade literal de verifica&ccedil;&atilde;o ou de qualquer método uniforme de avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados, pode-se ver que n&atilde;o somente o regime é incapaz de controlar racionalmente as emiss&otilde;es, mas também proporciona um campo aberto para a evas&atilde;o e a fraude de todos os tipos, juntamente com a explora&ccedil;&atilde;o neocolonial da popula&ccedil;&atilde;o indígena, bem como de seu hábitat. Como disse o jornal econ&ocirc;mico americano Wall Street Journal em mar&ccedil;o de 2007, o comércio de emiss&otilde;es &lsquo;iria fazer dinheiro para algumas corpora&ccedil;&otilde;es muito grandes, mas n&atilde;o acredite nem por um minuto que essa charada vá fazer muita coisa a respeito do aquecimento global&rsquo;. O Journal chamou o crédito de carbono de &lsquo;fazer dinheiro &agrave; moda antiga, driblando o processo regulatório&rsquo;. E ainda assim esse sistema sem serventia é apresentado como o caminho certo.&rdquo;</p>
	<p align="justify"><strong>Objetivo: uma nova sociedade</strong><br />Na parte propositiva, diz o projeto de manifesto que somente &ldquo;uma mudan&ccedil;a profunda na própria natureza da civiliza&ccedil;&atilde;o pode salvar a humanidade das conseq&uuml;&ecirc;ncias catastróficas da mudan&ccedil;a climática&rdquo;. E o movimento eco-socialista pretende &ldquo;deter e reverter esse processo desastroso&rdquo;:<br />&ldquo;Lutaremos para impor todo limite possível ao ecocídio capitalista, e para criar um movimento que possa substituir o capitalismo por uma sociedade em que a propriedade comum dos meios de produ&ccedil;&atilde;o substitua a propriedade capitalista e em que a preserva&ccedil;&atilde;o e a restaura&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas sejam uma parte fundamental de toda atividade humana.&rdquo; O eco-socialismo afirma que combina &ldquo;uma crítica tanto da &lsquo;ecologia pelo mercado&rsquo;, que n&atilde;o desafia o capitalismo, como do &lsquo;socialismo produtivista&rsquo;, que ignora os limites naturais da Terra&rdquo;. Seu objetivo é &ldquo;uma nova sociedade, baseada na racionalidade ecológica, no controle democrático, na igualdade<br />social e na predomin&acirc;ncia do valor-de-uso sobre o valor-de-troca&rdquo;.</p>
	<p align="justify">O texto prop&otilde;e substituir combustíveis fósseis, como petróleo e carv&atilde;o, responsáveis pelo efeito-estufa, por energia limpa de origem eólica e solar; reduzir drasticamente o transporte por carros e caminh&otilde;es; e introduzir o transporte público gratuito e eficiente, mudar os atuais padr&otilde;es de consumo, baseados no desperdício, obsolesc&ecirc;ncia planejada e competi&ccedil;&atilde;o por ostenta&ccedil;&atilde;o. <br />Outros objetivos: eliminar a energia nuclear, a indústria de armamentos e a publicidade comercial.<br />A íntegra pode ser vista em<br /><a href="http://www.ecosocialistnetwork.org/Docs/Mfsto2/2nd-Ecosocialist-Manifesto-DRAFT-en.pdf" target="_blank">http://www.ecosocialistnetwork.org/Docs/Mfsto2/2nd-Ecosocialist-Manifesto-DRAFT-en.pdf</a>. <br />Entre as organiza&ccedil;&otilde;es que discutem o manifesto est&atilde;o as seguintes:</p>
	<p align="justify">&bull; <a href="http://www.bluegreenearth.com/" target="_blank">BlueGreenEarth.com</a><br />&bull; <a href="http://www.europeansocialecologyinstitute.org/" target="_blank">EuropeanSocialEcologyInstitute.org</a><br />&bull; <a href="http://www.smallworldmedia.com/" target="_blank">SmallWorldMedia.ie</a><br />&bull; <a href="http://socialecologyinstitute.blogspot.com/" target="_blank">SocialEcologyInstitute.blogspot.com</a><br />&bull; <a href="http://www.myspace.com/socialecologyinstituteeu" target="_blank">MySpace.com/socialecologyinstituteEU</a><br />&bull; <a href="http://www.anamnesis.net/incineration/" target="_blank">Anamnesis.net/Incineration</a>.</p>
	<p align="justify">Renato Pompeu é jornalista.</p>
	<p align="justify">Esse artigo e muito mais voc&ecirc; encontra no Especial Meio Ambiente da Caros Amigos. Já nas bancas!!</p>
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		<title>Correio nº 1</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 17:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrator</dc:creator>
		
	<category>Uncategorized</category>
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		<description><![CDATA[	Ajude a manter o Fazendo Media 
	Caros amigos, boa noite. Escrevo este texto de madrugada, pois geralmente é quando consigo tempo para me dedicar a esta atividade de crítica da mídia. Escrevo e n&atilde;o reclamo, pois cada hora de sono roubada é muito bem recompensada quando percebo que cada vez mais brasileiros tomam conhecimento da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<div align="justify"><font color="#000000"><strong>Ajude a manter o Fazendo Media</strong></font> </div>
	<p align="justify">Caros amigos, boa noite. Escrevo este texto de madrugada, pois geralmente é quando consigo tempo para me dedicar a esta atividade de crítica da mídia. Escrevo e n&atilde;o reclamo, pois cada hora de sono roubada é muito bem recompensada quando percebo que cada vez mais brasileiros tomam conhecimento da brutal concentra&ccedil;&atilde;o que prevalece nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. E percebem também o quanto essa concentra&ccedil;&atilde;o prejudica a democracia, já que os concentradores defendem a explora&ccedil;&atilde;o do ser humano, a viol&ecirc;ncia, a tortura, a guerra, a morte, a barbárie.</p>
	<p> Ou alguém já viu no Jornal Nacional reportagem indignada com o salário mínimo de R$ 415,00, quando o mínimo para sobreviver com dignidade é R$ 1.947,51 (segundo o DIEESE)? Ou alguma série de reportagens condenando o genocídio promovido no Oriente Médio pelos Estados Unidos em nome da expropria&ccedil;&atilde;o capitalista? </p>
	<div align="justify"> </div>
	<p align="justify">Mas o propósito deste comentário é outro. O fato é que em mar&ccedil;o deste ano alugamos uma salinha no centro do Rio, em parceria com a revista Consci&ecirc;ncia.Net. O endere&ccedil;o, para quem quiser nos visitar, é Rua do Ouvidor 50, 5&ordm; andar. É quase na esquina com a avenida Primeiro de Mar&ccedil;o. A conquista desse espa&ccedil;o é uma vitória para o Fazendo Media, que conseguiu alugar sua primeira sede após cinco anos de trabalho. Entretanto, corremos sério risco de perd&ecirc;-la. Em nossa última reuni&atilde;o mensal, realizada em 16 de maio, chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que nosso &quot;caixinha&quot; seria suficiente apenas para o pagamento de mais dois meses de aluguel. A receita projetada com a venda de assinaturas n&atilde;o se confirmou e, como n&atilde;o temos anúncio (a n&atilde;o ser os do Google, que até hoje n&atilde;o conseguimos sacar devido &agrave; burocracia internacional), a triste solu&ccedil;&atilde;o será entregar as chaves. </p>
	<div align="justify"> </div>
	<p align="justify">Entretanto, como nossa página tem 2 mil visitantes únicos por dia e temos recebido ampla solidariedade de veículos amigos, como Caros Amigos, Carta Maior, Blogs do Mello, Pirata e Eduardo Guimar&atilde;es, além da página do MST, antes de desistir da sala vou fazer um apelo a cada um de voc&ecirc;s que me l&ecirc;: fa&ccedil;a uma assinatura do Fazendo Media impresso ou uma doa&ccedil;&atilde;o de qualquer valor. Sua contribui&ccedil;&atilde;o pode ser decisiva para a continuidade do nosso trabalho, cujo objetivo final é a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. </p>
	<div align="justify"> </div>
	<p align="justify"><strong>Assinatura:</strong> Um ano (doze edi&ccedil;&otilde;es): R$ 45,00 Dois anos (vinte e quatro edi&ccedil;&otilde;es): R$ 85,00  </p>
	<p><strong> Conta para depósito:</strong> Caixa Econ&ocirc;mica Federal Ag&ecirc;ncia: 0222 - Conta: 3131-2 Opera&ccedil;&atilde;o: 013  </p>
	<p> Após o depósito, escreva para <a target="_self" href="mailto:assinatura@fazendomedia.com">assinatura@fazendomedia.com</a> e informe nome, telefone de contato e endere&ccedil;o completo (com CEP) para completar sua assinatura. Entregamos em todo o Brasil. </p>
	<p> <strong>Marcelo Salles</strong> é jornalista, correspondente de Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do jornal Fazendo Media. <a href="http://www.fazendomedia.com" target="_blank">www.fazendomedia.com</a></p>
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